QUANDO AS PESSOAS QUE AMAMOS NOS MAGOAM


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer
senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente,
e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar,
tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.

Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração
pela falta de uma única pessoa.

Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol,
a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.

Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança,
te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor,
apenas transaram...

Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá
ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores
importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu.
(dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores
e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.

Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém
que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que
quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa
te deixar, então nada irá lhe restar.

Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda
mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não
esteja apenas de passagem...

François de Bitencourt

VALE A PENA ACREDITAR EM RELAÇÕES FALIDAS ?


Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.

Pelas queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.

Quando você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?

Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor impagável do aprendizado que é viver. Que me venha a dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do amor...

Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão...

E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço...
Prefiro o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da dúvida...
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar!

Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente.

Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...

Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”.

E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...

Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar...
Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo...
Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração...

Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez... e não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!

Por Rosana Braga

Velhos hábitos e pequenas obsessões


Não tive grandes amores, mas pequenas obsessões. E ao longo dessas muito mal sucedidas incursões sentimentais, eu acabei instaurando um certo padrão.
Antes de tudo, você precisa entender que o ponto de partida desse círculo é estar muito triste ou muito puta - ou ambos - porque alguém não me quis. Esse é o meu estado normal.
Anormal é o oposto. Estar feliz com a minha vida afetiva é a exceção das exceções. E uma vez que você compreende o marco zero, fica mais fácil acompanhar minha patética jornada rumo ao mesmo lugar.
Porque lá estou eu, triste ou puta - ou ambos -, completamente instatisfeita com a conjuntura do Universo, me achando a pessoa mais mal-afortunada que existe, quando surge alguém novo.
Em um primeiro momento, minha reação é descartar a possibilidade, encontrando todos os defeitos possíveis, listando todas razões que tornam aquele sujeito uma péssima ideia. E entenda que essa atitude em nada tem a ver com o rapaz em questão. É que faz parte desse meu padrão ter sérias dificuldades em aceitar mudanças e sair da inércia. E ao encontrar problemas na pessoa nova, eu automaticamente enalteço aquela que não me quis, permanecendo assim no meu estado normal de tristeza ou emputecimento - ou ambos.
Mas, tá. Digamos que o cara novo reuna em si um conjunto de atributos que me faça sair da inércia e me empurre para a etapa seguinte. Então nós saímos, conversamos, nos pegamos freneticamente e eu passo o tempo todo me perguntando o que caralhos estou fazendo ali.
Só que o cara novo me surpreende de alguma forma e eu consigo avançar para o estágio seguinte, onde o outro já não ocupa mais tanto espaço no meu fluxo de pensamentos. Eu já não me preocupo em saber com quem ele está ou o que anda fazendo. Não é mais dele que eu me lembro, distraída, no meio da tarde. E é aí que começa a transição de uma obsessão para outra.
No início ela se dá bem devagar, como se a conexão estivesse lenta. E quando eu menos espero algo muda na rede e tudo acelera. Foda-se o cara que não me quis. Ele foi um idiota. Ocorre uma inversão de papéis e o sujeito enaltecido agora é o cara novo. Ele sim é foda. Completamente diferente, não tem nem comparação. Esse tem muito mais a ver comigo, penso.
O cara novo vira O cara. E tudo parece estar ótimo.
...
Até não estar mais.
Pouco a pouco, as coisas começam a desandar. E o cara novo, que tinha virado O cara, agora passa a ser o cara que faz tudo errado. Já não me surpreende de nenhuma forma - e quando o faz, é sempre de maneira negativa. Tipo, surpresa(!), tem um brinco na gaveta dele! E não é meu!
Nesse momento ocorre outra inversão, bem mais irônica que a anterior. Porque quem volta a ser enaltecido é o cara do começo, o que não me quis, o que tinha virado um idiota.
Nesse ponto do círculo vicioso, eu revejo toda a trajetória e percebo que aquele cara nem tinha sido tão idiota assim. Ele nunca faria comigo o que o cara novo está fazendo. Ele me entendia melhor. Completamente diferente, não tem nem comparação.
E aí eu volto a ficar triste ou puta - ou ambos. Mais uma pequena obsessão pro meu álbum de figurinhas repetidas. Mais uma voltinha frustrante pelo círculo, em tempo recorde.
Mas velhos hábitos não morrem fácil. E estando de volta ao marco zero, só me resta esperar. Mais alguns meses de pequenas obsessões e logo logo chega mais um cara novo.
Por Natalia Klein

Por que as pessoas entram na sua vida?


Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."
Martha Medeiros

O amor é mais que um conto de fadas


Não acredito em contos de fadas. Não acredito em histórias de encantar. Já acreditei. Deixei de sonhar com a perfeição. Não existe e é mesmo assim. Talvez nos livros, nos filmes, na música. No amor não. É diferente do que se espera. É duro, sente-se dor, temos medo, temos esperança, temos tanto para dar. Dá trabalho, é uma batalha. Chegamos a sentir cansaço. Medo da solidão. Ciúmes. Raiva e até insegurança. O amor que conheço é assim. Imperfeito, mas principalmente sincero. Feliz na alma. O truque é acreditar. Quando isso deixa de acontecer, o resto morre junto. Não há orgulho que consiga ser maior que a morte. Podemos estar meses a odiar o amor por alguém. Não serve, não é justo o sofrimento. Sem virar as costas na totalidade, mesmo que seja o pior do Mundo. A resposta será sempre a mesma: "mas amo-o/mas gosto dele...". Isso não se evita. Só acaba quando se deixa de acreditar. Venha o que vier. Quem vier.